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Jornal Olho nu - edição N°39 - dezembro de 2003
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Jornal Olho nu - edição N°43 - abril de 2004

Anuncia nesta edição: Corpos Nus

Às vezes, inesperadamente, achamos algumas relíquias de interesse histórico em meio aos nossos próprios acervos. Foi o que aconteceu com este naturista que reparte com os leitores de OLHO NU suas descobertas sobre Luz del Fuego.

Lembranças de Luz del Fuego 

Enviado por Marcelo Fadul*

 

Estive separando umas revistas antigas para vender e descobri uma relíquia... 

A revista é Copacabana, de 1950...

A capa é ela, novinha... 

Creio que as fotos são na Fortaleza de São João na Urca. Interessante pelo prisma da época...

(OLHO NU republica na íntegra o texto publicado na REVISTA DE COPACABANA e as fotos que foram escaneadas. Clique sobre elas para vê-las ampliadas).

Teatro de Fotografia da

REVISTA DE COPACABANA

Na imprensa moderna o assunto dita o sensacionalismo!

Nesta Edição:Luz del Fuego, precursora do naturalismo!

 

Reportagem de:

Nelson do Nascimento

e Isaac Kauffman

(edição número 50 - 5º ano - 1950)

REVISTA COPACABANA iniciará com esta edição, ampla divulgação, apresentando aos seus molhares de leitores em reportagens da mais singela juventude os mais belos modelos do mundo. Sendo uma revista puramente de arte e beleza com um dos públicos mais inteligentes e numerosos do Brasil a partir desta data franqueará suas colunas a todos os verdadeiros artistas do país. Na proporção da acolhida que for tendo por parte do público maior irá sendo sua participação na vida artística. Para isso, dentro em breve,em mais amplas instalações terá o seu estúdio, salão de conferências, aulas e exposições permanentes de pintura e escultura.

Hoje abrimos espaço para apresentar um dos nomes de maior evidência do mundo artístico brasileiro: Luz del Fuego. Formosa e cheia de talento, Luz del Fuego é uma das mais felizes expressões de nossa ribalta. Seu nome é garantia de êxito. Vimo-la recentemente no simpático teatrinho de Juan Daniel, no FOLLIES. Casa cheia, um público numerosos a ovacioná-la, mal entusiasticamente! Natural do Espírito Santo e filha de tradicional família, a artista teve uma influência igual à de todas as brasileiras de sua idade e posição social. Cursou um colégio de freiras, no Rio de Janeiro. onde se bacharelou em Ciências e Letras, encontrando-se residindo em Copacabana há vários anos, no Leme, Ipanema, e atualmente no Leblon. Sua primeira aparição em público foi dançando e na literatura nacional, publicando três livros, sendo o mais o mais famosos de todos A VERDADE NUA, cujas fotografias originais atribuídas ao grande artista brasileiro que é Ávila, Luz del Fuego nos autorizou a publicá-las nesta maravilhosa edição.

Espírito incansável e renovado lançou as bases do Partido Naturalista Brasileiro, partido esse que a artista defende com todas as forças de sua firme convicção, contando já numerosos adeptos.

Sua fama nasceu da coragem e galhardia com que soube por abaixo o tabu do nu.

Nosso folclore tem sido para ela uma fonte permanente de inspiração. As criações coreográficas de Luz del Fuego para o FREVO e o MARACATU são de uma beleza deslumbrante.

Ainda recentemente tivemos ocasião de aplaudi-la no FOLLIES.

Adora os animais e toda sua carreira artística está ligada ao carinho voltada às suas duas cobras que a acompanha em seus números de danças.

Com Luz del Fuego iniciamos o nosso "teatro de fotografia".

Nesta edição cada página da REVISTA DE COPACABANA é uma cortina que se descerra para a beleza. É realmente uma inovação que vimos tentando e que há de marcar pontos altos na história evolutiva da fotografia no Brasil. Daí o nosso título. NESTA EDIÇÃO: Luz del Fuego.

Aguarde a próxima... e seja sempre o nosso primeiro leitor. É mais garantido...

 

* Marcelo Fadul é um entusiasta do naturismo. Carioca, 32 anos, é estudante de engenharia civil. Leia abaixo seu depoimento: 

"Eu nunca participei do naturismo efetivamente... Encontrei o naturismo faz pouco tempo, dentro daquilo que quero ser de melhor. Gostaria de encarar as coisas como elas são, sentimentos sem máscaras, a vida sem medo, a felicidade sem poréns... Se a vida não foi tão inteira no passado é porque existia ainda muita coisa sem verdadeiro propósito. Admiro muito os naturistas pela capacidade de enxergar a vida sob outro ângulo, sem a turbulência do consumismo do corpo tão difundido na nossa cultura e que esconde tantas falsas-realidades de como a gente realmente é. Vejo que separar as coisas é inteligência emocional muito diferente do primitivismo de misturar tudo o que se sente deixando se levar pelos moldes de um mundo doente.  Liberdade é ter domínio próprio, digo, enxergar-nos como somos e não como o que nos fazem crer.
Estou com esta revista em mãos e não me desfiz dela porque é um presente para o naturismo, só não sei para quem dar... Talvez visite o Recanto e leve ela para lá."

Marcelo Fadul

marcelofadul@yahoo.com.br


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