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PRECONCEITO

Por Davi Jan Ruigt*

    Uma palavra muito usada, mas seria bom refletir sobre ela para conseguir sentir o seu sentido. No Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa encontramos:

            Preconceito ,s. m. Conceito antecipado, opinião formada sem reflexão; superstição; prejuízo.

            Conceito , s. m.Idéia; objeto concebido pelo espírito; opinião.

 

     E aqui está o mal: uma opinião formada sem refletir sobre o que se está falando, feito papagaio repetindo o que se escutou de outros sem se pensar sobre a veracidade ou sentido das palavras usadas.

 

      Vamos ver uns exemplos para explicar melhor.

 

      Alguém, que invadiu uma terra e que queria dominá-la e seus habitantes, que abusou das mulheres daquele povo, roubou as crianças , obrigou os homens a trabalharem como escravos e por causa disso encontrou uma forte resistência da parte deste povo, chamava estes homens de preguiçosos.

 

       Alguém que comprava outros seres humanos para trabalharem para ele como escravos, pois só queria se enriquecer sem fazer esforço próprio e tirando os nomes deles, separando os casais e os filhos, obrigando-os a falar uma outra língua, destruindo assim a cultura ancestral deles e os obrigando a aceitar uma outra religião, fazendo isso seguindo a opinião de que alguém com uma cor de pele diferente, com outra linguagem e costumes não podia ser um ser humano como ele mesmo.

 

        Alguém que leu ou ouviu falar que na Bíblia está escrito que Moisés queria formar um povo grande e numeroso e que a obrigação dos homens era de fazer um maior número de filhos, até nas cunhadas que ficaram viúvas sem ter tido filhos com um os seus maridos. E quando um certo homem se revoltou e não quis fertilizar a sua cunhada e deixava cair o sêmen dele no chão, foi condenado por isso e até hoje corre a opinião que homem que não casa e não faz filhos não presta e é considerado um perigo para um ambiente que se diz “familiar”, e que o esperma do homem só pode ser colocado numa Mulher. Superpopulação não era problema na época de Moisés.

 

         Alguém que leu nesta Bíblia que deve se vingar “Olho por olho e dente por dente” como solução. O pior é que nos dois lados do conflito Palestina –Israel se seguem esta frase sem refletir sobre o seu sentido real.

 

          Alguém acha que leu também nesta mesma Bíblia, que homem só pode amar mulher e vice-versa e não se podem amar homens entre si ou mulheres entre elas e assim não entenderam que o próprio Jesus “tinha um discípulo que Ele mais amava (o João)”. Até Ele perguntava isto também um dia ao velho Pedro se “ele O amava mais do que aos outros”. Por isso se inventou a palavra “homossexual”, em vez de respeitar o amor entre duas pessoas que não são dum sexo oposto.

 

           O preconceito é a pior doença que a humanidade sofre.Mas uma doença da qual cada ser humano PODE e DEVE se curar. Como seres inteligentes que somos temos a oportunidade de poder usar esta faculdade. Não é necessário se procurar muito longe: cada um começa consigo mesmo. APRENDER A PENSAR ANTES DE FALAR.

 

         Também estamos na mudança da Era de Piscis para a Era do Aquário, que significa que temos que ficar mais responsáveis para os atos de cada um de nós. Não copiando o que outros dizem ou acham, sem pensar. O que “Deus falou” naquela época deve ser entendido e interpretado de acordo com a mentalidade e os costumes daquela época. Para nossa época continuam valendo as palavras de Jesus quando disse: “Amai –vos uns aos outros como a si mesmos.”  Com outras palavras : primeiramente temos que estar em paz conosco mesmos. Entender quem somos e por que estamos aqui nesta Criação de Deus da qual fazemos parte. Estamos como espíritos dentro de um corpo que recebemos dos nossos pais. Um espírito que cada um é uma fagulha da Chama e Luz Divina do Criador. E temos a faculdade e a obrigação de procurar por isso. Não somente acreditar no que os outros já falaram. Temos que escutar mais o que a nossa própria consciência nos diz. Por isso precisamos de mais momentos de silêncio.

 

         E aqui encontramos o grande valor do Naturismo, que nos ajuda achar lugares de silêncio na Natureza. Despindo-se de suas roupas, de suas preocupações e preconceitos até de seus costumes de cada dia e entrando num momento de silêncio, numa praia, numa montanha, numa cachoeira  ou na sua casa, apartamento  ou quintal. Só você consigo mesmo. Esquecendo tudo: sua cerveja, seu tira-gosto, seus filhos e até seu companheiro ou sua companheira. Afinal cada um de nós veio a mundo sozinho e vamos deixar este mundo também cada um sozinho e somos sozinhos responsáveis por tudo que fazemos.

 

          PRECONCEITOS, NUNCA MAIS. Agora conceitos que a gente pode assinar em baixo. Abertos e sem subterfúgios ou segundo sentidos. Claros como as águas das cachoeiras. É só querer apreender da Natureza Nua. Ela está pronta para mostrar e ensinar. Sim, o Naturismo é mais do que ficar sem roupas, mas sem roupas e sem tudo aquilo que reveste seu “eu”, ajuda a encontrar a essência do Naturismo.

*Naturista holandês radicado no Brasil

Prado BA

davijan@pradonet.com.br

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