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A Maratona
nudista já é um ponto certo em Tanti
por Fernando
Agüero
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Foto: La Voz |
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Este ano houve
corredores de outros países. A manhã estava fria, mas não
importou. |
Tanti. O clima não era
o mais propício para correr nu pela montanha. Não há termômetros na reserva naturista Yatán Rumi
mas, ontem pela manhã, na hora em que se deu a largada da segunda
edição da maratona nudista que patrocinou a Municipalidade de
Tanti, fazia frio neste paraíso ol pé de Los Gigantes. Nada
pareceu importar. Ao final das contas, tudo a ver com a natureza a que esta gente
lhe rende um culto perpétuo.
A prova começou pontualmente
às 11, como estava previsto.
Houve ao redor 35 participantes, entre os quaies somente
duas mulheres. O que ficou registrado para a estatística é que, pelo
segundo ano consecutivo, o ganhador foi Iván Ávila, um maratonista
de experiência oriundo de Alta Gracia.
A novidade deste ano foi
a participação internacional.
Vieram naturistas da Espanha, Estados Unidos, Canadá e Colômbia.
E não faltaram periódicos: mídias da Espanha e México se interessaram por esta nova proposta e
fizeram coberturas
especiais.
Da Municipalidade de Tanti
já vem esta possibilidade de
difusão como uma estratégia ideal para por a vila turística nos olhos do mundo.
E assim como Capilla del Monte tem seus
Ovnis, Tanti já tem seus nudistas.
Vida natural. Yatán Rumi significa, em idioma aborígene, Pedra
Nua. A porta da reserva está a uns 15 quilômetros de
Tanti, mas para chegar ao epicentro das atividades há que recorrer uns
quatro mil metros de um caminho estreito e sinuoso.
A ideologia dos membros desta comunidade,
a maioria dos quais pertence à Asociación Para Nudistas y Naturistas
Argentinos (Apanna) faz centro da vida em contato com a natureza e em descartar
a noção de que un corpo nu deve
relacionar-se sempre com o erotismo e com o sexo.
Pablo Orsomarso é administrador da reserva
e adverte que
estas atividades servem para conscientizar às pessoas de que
o naturismo é todo o contrário.
A pouca assistência de mulheres não
é uma novidade para Florencia
Brenner, que também é membro da Apanna. "Pouco a pouco se vai
integrando mais gente jovem. No princípio havia muitos casais
de 40 anos para cima. Agora cada vez se estão integrando mais
mulheres desde os 25 anos. Esta experiência tem como objetivo
mostrar o corpo humano associado a atividades culturaies e desportivas
e não ao sexo".
Na chegada, situada
na baixada, os maratonistas se agruparam ao terminar a carreira de cruzar
a montanha e em todos havia sinais de
satisfação. Entre o público também havia gente praticando
nudismo.
É o caso de Aldo García, de San Francisco, que com 76 anos
disse que descubriiu esta atividade faz já muitos anos.
"Nascemos nus e então por quê não podemos andar
nus? Desde pequeninos nos dizem: ‘Ponha isso que se te vê essa coisa feia´,
e não é assim".
A seu lado, Eduardo Leiba (57), da Capital Federal, acrescenta. "Eu
pratico o nudismo desde menino. O que acontece é que não existiam
lugares e eu aproveitava quando ia veranear pelas praias como Monte Hermoso,
onde não havia gente e me banhaba nu".
Pedro tem 34 anos e
é espanhol. Chegou a Argentina para visitar um
amigo de Mar del Plata e se inteirou do evento pela Internet. "Corri porque gosto
de correr. Na Espanha isto é mais comum: há campings, hotéis e praias nudistas", disse. Pedro não pertenece a
nenhuma associação.
"Não há porque relacionar
isto com o sexo. Pode provocar mais
com uma minissaia, com um biquini ou com uma tanga que estando nu.
É questão de trocar o chip e vê-lo como algo
natural", disse.
Chegou a hora da entrega de prêmios
e da celebração. O evento foi um êxito para os organizadores. Se bem
tenha vindo menos gente para correr, desta vez houve trascendência internacional
e muitas chamadas do exterior. E já é uma data posta no calendário turístico de Tanti.
Fonte:
http://www.lavoz.com.ar/06/12/04/secciones/sociedad/nota.asp?nota_id=24049
Enviada por Edu L.
Tradução Pedro Ribeiro |