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Galheta continua naturista por Affonso Alles* Vencemos o primeiro set. O projeto de lei que visava a revogação da lei que autoriza o naturismo na Galheta desencadeou não apenas o protesto dos naturistas mas também do grande público. As manifestações de apoio recebidas formam uma valiosa antologia pro naturismo, com inúmeros depoimentos que merecem divulgação. A audiência pública do dia 8 de dezembro, com transmissão pela TV, teve grande repercussão nos meios de comunicação, sempre favorável à causa naturista. Entretanto não temos ilusões. Em março de 2006 o projeto de lei volta à baila, com novas tentativas de manipulação do eleitorado da pesca. Continuamos atentos. Os bastidores da luta
O Projeto de Lei 10.459/03
através do qual Vereador João Batista Nunes pede a revogação da Lei CMF
195/97, que autoriza o naturismo/nudismo na Praia da Galheta (Florianópolis-
SC), tem apenas
dois artigos: Assustado com o repúdio do público, o vereador envia agora a mesma mensagem que mandou para vocês, para todos os que o contestam. Na resposta vocês mostram polidamente que não duvidam das intenções dele, tão claramente expressas no texto do PL. O jogo político não conhece coerência entre posições e intenções, entre a letra escrita e a palavra falada. Parabéns e muito obrigado pelo valioso apoio. Carta de Paulo e Regina Werneck ao vereador João Batista Prezado Vereador Sr. João Batista, Por várias vezes frequentamos a praia da Galheta, que consideramos a mais bela praia naturista do Brasil, assim reconhecida pela INF (Federação Internacional do Naturismo), que a recomenda aos turistas estrangeiros. Moramos no Estado de São Paulo, mas anualmente gozamos as delícias de Florianópolis e da Galheta (pelo menos 3 vezes ao ano). Nunca sofremos ou soubemos de qualquer atentado à integridade física dos naturistas. Presenciamos diretores da AGAL advertirem usuários da praia quanto a correntes marítmas e à frequência em horas ermas. Achamos que V.Sa. faria melhor de, ao invés de propor a revogação da Lei que permite o naturismo facultativo na Galheta, se dirigisse à Secretaria de Segurança, propondo policiamento e proteção aos banhistas (guarda-vidas), e à Prefeitura, quem sabe, um Posto para conforto dos frequentadores. Entendemos que V.Sa., embora bem intencionado, assumiu a responsabilidade de por em risco uma das atrações turísticas de Florianópolis, para nosso desgosto. Pedimos que V.Sa. reconsidere e arquive seu projeto. Atenciosamente, Paulo Sérgio Werneck (médico) e Regina Célia Werneck (bancária) - Taubaté/SP Resposta do vereador ao Casal Paulo e Regina Werneck Prezado "Dasimattos", Em atenção ao seu e.mail de12.12.05, cabe esclarecer que a intenção deste Vereador não é a revogação da Lei do Vereador Márcio de Souza mas, sim, trazer à tona a questão, visando discuti-la, o que, aliás, tem feito assídua e periodicamente com o autor da Lei, com a intenção de aperfeiçoar a legislação e cobrar das autoridades a proteção dos naturistas, uma vez que tenho recebido reclamações, inclusive de praticantes, que indicam um progressivo desvirtuamento da atividade na Praia da Galheta. Cabe registrar, ainda, que não sou contra o naturismo. Pelo contrário, como Presidente da Comissão do Meio Ambiente da Câmara Municipal de Florianópolis, louvo a luta incessante que, paralelamente à atividade naturista, os praticantes travam pela proteção do meio ambiente. Espero, pois, que a minha intenção seja entendida, colocando-me à disposição para outros esclarecimentos julgados necessários. João Batista Nunes Vereador PDT Vice-presidente da CMF
Carta de Affonso a Luiz Márcio
Luiz Márcio,
Espero ter esclarecido
alguma coisa com o repasse da mensagem enviada para o Paulo Sérgio.
Estamos lidando com um político muito comprometido com a exploração
imobiliária e muito escorregadio e vaselina. Apesar das declarações de
amor ele insiste em responsabilizar o naturismo por todas as
inconveniências que ocorrem ou possam ocorrer na Galheta. O naturismo
propicia estas coisas, sustenta ele.
Participei do programa
Conversas Cruzadas, da TV COM, canal 36, no último dia 13, juntamente
com o Ver. Márcio de Souza, autor da Lei CMF/97. Do outro lado da mesa
estava um represntante dos pescadores e o vereador João Batista.
As intenções dele ficaram
evidentes quando passou ao coordenador do programa fotos de flagrantes
colhidos no recôndito da vegetação do Parque da Galheta, sugerindo que a
AGAL deveria policiar a floresta para coibir atos sexuais mesmo no
espaço reservado da reserva nativa. Indignado, lembrei que sempre
condenamos a invasão e depredação da flora do parque, protegida por lei,
e que, para flagrantes de sexo explícito seria mais fácil passar pelo
Coxixo da Beira Mar Norte, do que se embrenhar no mato, infringido a Lei
3455/90 que criou o Parque Municipal da Galheta.
Desmascarar a falsidade
moral é talvez uma das maiores tarefas do naturismo.
Haja fôlego! Obrigado pelo valioso apoio.
Abraços, Affonso
Carta de Luiz Márcio a Affonso
Olá, tudo bem ?
Me chamo Luiz Márcio, e o senhor já me conhece da Galheta. Moro no Rio de Janeiro, e "apareço" algumas vezes todo verão na praia.
Mandei um e-mail com o texto sugerido pelo senhor aos vereadores , obtendo resposta justamente do autor do projeto de lei. É uma resposta um tanto vazia, visto que, pelo que venho acompanhando pelo Olho Nu, o projeto é pela proibição do naturismo. Ainda não li o projeto de lei. Consigo fazê-lo pela internet ?
Eis a resposta do vereador João Batista:
" Em atenção ao seu e.mail
de10.12.05, cabe esclarecer que a intenção deste Vereador não é a
revogação da Lei do Vereador Márcio de Souza mas, sim, trazer à tona a
questão, visando discuti-la, o que, aliás, tem feito assídua e
periodicamente com o autor da Lei, com a intenção de aperfeiçoar a
legislação e cobrar das autoridades a proteção dos naturistas, uma vez
que tenho recebido reclamações, inclusive de praticantes, que indicam um
progressivo desvirtuamento da atividade na Praia da Galheta. "
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Republicação das matérias publicadas na seção "Últimas Notícias" em dezembro de 2005 |
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Mais informações sobre a luta pelo naturismo na Praia da Galheta
Eu por exemplo, fico constrangido quando vejo crianças cheirando cola, miseráveis catando comida nos lixões ou pessoas morando debaixo das pontes dentro de caixas de papelão.
Participaram do debate várias associações ambientalistas da cidade, que através de seus representantes demonstraram apoio à nossa causa, que todos sabem não se limitar apenas a poder ficar nus na praia, mas sobretudo e principalmente preservacionista para que aquele espaço maravilhoso fique preservado para a gerações futuras.
Com tantos problemas que temos neste nosso país, é ridículo que um vereador se preocupe com pessoas nuas na praia. Só pode haver alguma segunda intenção não declarada. E como todos sabem, tem gente de olho grande naquele espaço.
O assunto continua em debate. Deve ser criado um grupo de trabalho com representantes das ONG´s envolvidas e será marcado mais um debate público, desta vez não mais dentro da Câmara de Vereadores.
Pelo menos neste verão ainda vamos poder desfrutar da praia como viemos ao mundo.
(enviado em 12/12/05 por Reynaldo Ferreira) Audiência sobre Galheta transferida pra fevereiro A audiência, com presença grande e dominante dos naturistas foi favorável ao Naturismo. Para melhorar a cotação o tal vereador pediu nova audiência em fevereiro, na Lagoa da Conceição, na esperança de conseguir maior comparecimento do eleitorado. Ele é ambíguo, escorregadio e falso. Na audiência repetiu os termos do e-mail (leia o e-mail), mas não retirou o PL. Já na imprensa, reproduzindo o candidato a vereador, Rosalino, qualificou o naturismo como antisocial e que o naturismo na Galheta é tudo, menos naturismo. Nosso manifesto foi muito aplaudido. Na semana que vem farei um relato completo dos principais apoios recebidos. O tema despertou grande interesse na mídia e possívelmente estará na FSP/cotidiano de sábado. A enquete promovida pela RBS terminou com um resultado próximo do registrado pelo André (80% contra a proibição e 20 % a favor). Houve também uma consulta por telefone que deu 59%, a nosso favor e 46% contra nós. (enviado em 9/12/05 por Affonso Alles) Enquete: o nudismo deve ser proibido na praia da Galheta ?
Votação sobre naturismo na Galheta recebe apoio favorável de meios de comunicação
Veja esse link da RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação), sobre a noticia da votação da praia da Galheta hoje. Quero salientar que assisti o Jornal do Almoço hoje, da emissora RBS, filiada a rede globo, transmitido a toda o estado de Santa Catarina, antes da votação, e o jornal foi muito positivo em favor do naturismo, mostrando que a maioria das pessoas está a favor do naturismo na Galheta. Ficou bem claro que as justificativas do projeto de lei para proibir o naturismo, não fazem sentido e não são a opinião da maioria, mostrando um pescador entrevistado que disse não haver nenhum problema com a convivência dos naturistas. O turista entrevistado também disse que o local é próprio para a prática do naturismo em convivência com a natureza, apesar de não se achar apto para a prática.
Proibição do nudismo na Galheta será votado hoje
Para saber mais sobre o evento, clique aqui.
Equipe clicRBS
(enviado em 8/12/05 por Mário Ramos) Indignação cresce contra o projeto de lei que proíbe o naturismo na praia da Galheta
Está prevista pra essa quinta-feira, 8 de dezembro, a votação do projeto de lei do vereador João Batista Nunes (PFL- SC), que proíbe a prática do nudismo na praia da Galheta, revogando a lei 195, de 1997. A votação será às 14 h, na Câmara Municipal de Florianópolis, à rua Padre Miguelinho, 80 (próximo à Catedral Metropolitana).
Muitas pessoas têm escrito, se sentindo indignadas com a tentativa vil de acabar com mais esse espaço naturista. OLHO NU publica alguns desses protestos. Clique aqui para lê-los.
(enviado em 6/12/05 por Affonso Alles) |