Metade da população zoé tem menos de 20 anos
Segundo a Funai, em 1991, ano em que a Missão foi
retirada da tribo, existiam 131 índios remanescentes. ''Os zoés falam que
algumas dezenas morreram de tosse'', afirma Sydney Possuelo, coordenador
de Índios Isolados da Funai.
A MNTB nega as mortes. ''Nunca vi um índio morrer de
gripe no período em que estive lá'', diz Edward Gomes da Luz, presidente
do conselho-geral da Missão. Não seria a regra. Em geral, alguma
mortalidade existe, mesmo nas melhores condições de saúde. De acordo com o
missionário, a população zoé já era de apenas 119 pessoas em 1987.
''Depois de nossa chegada, a aldeia que estava sendo dizimada a 10% ao ano
passou a crescer 10%'', afirma Edward. Ele acredita que as mortes por
doenças bronco-pulmonares teriam sido causadas pela entrada de cineastas e
pesquisadores levados pela Funai após a saída da Missão, em 1991.