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EXPERIÊNCIA SOBRE UM DOMINGO NU por Ulises Velazquez* fonte: naturismo america fotos: Lucía Godínez/EL UNIVERSAL
Eu me senti muito cômodo, como em família e uma muito grande, conforme a especulação de mais de 18.000 almas nesse instante.
Para mim foi uma lástima o excesso de trato “barbeiro” por parte dos ajudantes para com Tunick e este com suas frases usadas, calado estava melhor, o que estava de risos era o tradutor, porém, bem... agora que pude constatar de tão perto, creio que a importância de Tunick é realmente o fenômeno social que representa, além disso é bonito. A mancha de carne que formou o primeiro quadro foi uma experiência única e creio que tudo valeu a pena, como uma experiência íntima extraordinária.
Fiquei na primeiríssima primeira linha (já até me vi em uma foto na Internet) a mim não me entusiasmou nada sua idéia de saudação pátria e quando nos deitamos para a pose “B” me tocou estar sobre um pequeno formigueiro e à menina do lado elas lhe subiram ao cabelo, como ferram esses animais! Além da desordem dos que não se punham de acordo com os do fundo e dos extremos que se tardavam mais e não se punham de acordo em acomodar-se, e Tunick já estava se pondo neurótico porque já ía sair o sol mas ao final parece ser que tudo ficou bastante bem.
Já quando íamos caminhando pela avenida 20 de novembro, e que começou a sair já bem o sol, a luz amarela ou dourada (não sei) entrou rasante sobre os corpos e de onde eu estava as contraluzes entre a arquitetura e aqueles milhares de corpos foram um instante muito precioso e creio que inesquecível, sobretudo porque nunca vi um corpo perfeito, não no sentido de um estereótipo, homens e mulheres de todo tipo de complexões com enormes cicatrizes alguns se sentiam tão bem consigo mesmos, que reconfortava muito estar ali nesse momento, a exceção das que se sentiram maltratadas (algumas paranóicas e outras com razão, porque havia muitos tipos que estavam bancando os espertos) por isso muitas empreenderam a graciosa fuga e ao final a última imagem geral estava muito “sacada da manga” demasiada improvisada, por isso quando mandaram aos homens a cobrir-se correram a vestir-se para trazer seus celulares e correr a tomar a foto da instalação somente de mulheres, pobres! algumas se pode ouvi-las resmungando, mas alguns tipos levaram a culpa e a penitência por que muitos dos que se ficaram por último já não encontraram, pelo menos nesse momento sua roupa e andavam dando voltas como loucos.
Isso foi algo que me chamou muito a atenção ao momento de dar os cortes de trabalho, todo mundo se apressou a vestir-se a uma velocidade... e os atrasados homens e mulheres, foi até então quando tentavam cubrir-se pelo menos com as mãos e o pudor lhes chegou como de magia.
Eu já não me fiquei a ver mais, o grupo de amigos que fomos, saímos todos nesse momento Tunick todavia estava trabahando com o grupo de mulheres.
Esta experiência me fez pensar tanto em meu próprio trabalho como artista visual, mas que também meus próprios processos criativos giram em torno da nudez, creio que esta experiência me haverá de ajudar a revitalizar meu trabalho.
Como de igual maneira esta experiência a muitos outros haverá de ajudar a ver com outros olhos o naturismo, o nudismo, a arte e tantas outras coisas porque pelo que escutei em muitos esta foi uma experiência liberadora, mais que só altruismo com um personagem mediático.
Assim que como vejo esta experiência há de revitalizar muitos aspectos de nossa vida social.
Mas, este será um de muitos testemunhos de um domingo desnudo no centro capitalino.
Lhes envio minhas saudações.
Ulises Velázquez
*Artista visual mexicano de 33 anos, que participou do evento fotográfico de Spencer Tunick na cidade do México, no último dia 6 de maio. Leia a entrevista que forneceu ao site Vida Nudista clicando em Saiba um pouco sobre seu trabalho clicando em http://www.multimagen.com/portfolios/portfolio.php?portfolio=ulises1#
(enviado em 7/05/07 por Florencia Brenner) |
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