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Nudez nos palcos brasileiros

 

Para as gerações mais novas, teatro de revista é sinônimo de mulheres nuas. Mas a nudez só apareceu nos palcos em 1922, numa excursão da companhia francesa Bataclan. O nu ganhou logo regras específicas. Na segunda metade da década de 1920, só as vedetes estrangeiras podiam tirar a roupa. Depois, o ‘‘privilégio’’ foi estendido às brasileiras, com uma condição: tinha de ser a chamada ‘‘nudez estática’’, com as mulheres nuas no palco, mas sem se mexer. Os estrangeiros, aliás, dominaram o gênero por muito tempo — as primeiras mulatas das revistas eram gregas e espanholas.

 

Anúncios de jornais chamavam o público para um ‘‘espetáculo para a família’’. Mas as mulheres nunca estavam na platéia. As vedetes, muitas menores de idade, iam para o teatro acompanhadas das mães. Havia sessões todos os dias. Quinta, sábado e domingo, eram até cinco apresentações consecutivas.

 

O auge do gênero foi até a década de 1940. Depois, ganharam espaço o visual arrojado e as mulheres seminuas, perdendo terreno a crítica social. Foi a época de nomes que tiveram projeção nacional, como as vedetes Elvira Pagã, Mara Rúbia, Luz del Fuego e a preferida do presidente Getúlio Vargas, Virgínia Lane.

 

Texto de Claudio Ferreira, escrito para o Correio Braziliense,

comentando o livro de Dilson Antunes:

"Fora do sério — Um Panorama do Teatro de Revista no Brasil".

Leia artigo completo em

http://divirta-se.correioweb.com.br/livros.htm?codigo=566

 

(enviado em 8/05/07 por Jorge Barreto)

 

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Jornal Olho nu - edição N°80 - junho de 2007 - Ano VII


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