Republicação e atualização das notícias apresentadas na seção Cartas Enviadas de 5 de janeiro a 1 de fevereiro de 2007

Cartas para esta seção: cartas@jornalolhonu.com


Colina do Sol e as dificuldades de se manter o Naturismo

 

Prezados Edgard e Cândida.

 

Quando assumi a presidência da FBrN encontrei-a sem nenhuma condição de gerenciá-la porque nem federados existiam. Tínhamos apenas uma marca, um logotipo, e um desejo ENORME de ajudar a reorganizar o Naturismo no Brasil que se encontrava disperso e sem diretriz. E já cogitava-se a extinção da federação.

 

Assumimos a federação pelas mãos de Celso Rosi e Paula Andreazza, que estiveram em Vitória, e nos entregaram um pequeno pacote com documentos, incluindo o Livro de Atas. Naquela ocasião éramos apenas eu, meu marido Gilson, e o vice, Márcio (escolhido estratégicamente por ter sido nosso parceiro na fundação da Barra Seca).

 

Nos reunimos e decidimos que iríamos convocar uma reunião somente para dirigentes de áreas naturistas, a que chamamos de "1º Encontro do Terceiro Milênio", que aconteceu no Recanto Paraíso, RJ. Pela primeira vez, representantes de quase todas as áreas naturistas compareceram e, ávidos por mudanças, assumiram muitos compromissos com a federação, desde pagamento de anuidades até um repasse de contribuições voluntárias de R$ 1,00 (um real) por pessoa, por diária fechada, em cada área naturista brasileira. Mas, creiam, não deu certo!

 

Apenas dois clubes, o Recanto e o Ramanat, conseguiram contribuir mas, no final do primeiro ano, as contribuições cessaram porque os naturistas se recusavam a ajudar. Por uma questão de justiça, no início do ano seguinte cancelamos o acordo.

 

Sem verbas, e utilizando nosso próprio capital, dispomos o telefone e a Internet para repassar informações entre as áreas naturistas, com a participação fundamental do jornal Olho Nu e do Pelados.com. Conseguimos programar o Congrenat 2001 com inovações porque pela primeira vez no Brasil os homens desacompanhos puderam participar, e muitos estiveram presentes. Elegemos o querido Elias Alves para a presidência da FBrN e a partir deste momento a nossa federação começou a se fortalecer e aparecer no cenário nacional e internacional, porque o grupo que abraçou a presidência assumiu todos os custos, incluindo dívidas antigas com a INF, Federação Internacional. A continuidade todos já sabem. E Tambaba 2008 já vem aí!

 

O novo presidente, André Herdy, que assumirá a presidência no mês que vem, receberá a herança destas dificuldades. Dificuldades que serão superadas com o apoio dos jovens naturistas que vêm se destacando no cenário naturista brasileiro.

 

Peço-lhes desculpas pela longa explanação mas, creio, servirá para que todos entendam as dificuldades do Naturismo no Brasil. Dificuldades que não são entendidas nem absorvidas pela maioria dos naturistas. O Edgard tem razão em sua reclamação, porém, ele faz parte dessa minoria que ajuda, participa e se envolve nos assuntos naturistas. A Cândida também está coberta de razões (e que carta linda escreveu!) porque ela sabe o quanto é difícil batalhar pela continuidade da Colina do Sol e para a sobrevivência dos que lá moram.

 

Muitos exemplos teríamos para demonstrar sobre a falta de compromisso dos naturistas mas o mais triste, pessoalmente, foi o cidadão que chegou na Barra Seca, acompanhado da esposa, e declarou que "ele estava indo passear no Pinho porque ao retornar à Barra Seca, após cinco anos, nada havia mudado e nenhuma benfeitoria havia sido feita". Confesso-lhes que doeu muito! Se ele fosse naturista saberia das dificuldades de manutenção daquela área de rigorosa proteção ambiental porque nada devemos degradar. E ele nem foi generoso quando lhe foi pedido uma pequena ajuda financeira para manutenção porque com nada contribuiu, porém, usufruiu das instalações existentes na praia. E ainda deixou seu lixo produzido para trás.

 

A Barra Seca necessita há anos da construção de um píer para melhorar o acesso ao barco que faz a travessia para a área naturista e poder proporcionar um pouco mais de conforto para os naturistas que a frequentam e visitam. A administração municipal já prometeu por diversas vezes, mas ainda não solucionou o problema. Precisamos arrecadar perto de R$ 10.000,00 (dez mil reais), mas não encontramos o apoio dos naturistas. As pequenas benfeitorias existentes na praia de Barra Seca são mantidas atualmente pelo presidente Márcio Braga e por pouquíssimos naturistas. O mesmo acontece com outras áreas e com a nossa FBrN.

 

É necessário que todos os que desejam frequentar uma área naturista tenham consciência das dificuldades de se projetar um espaço naturista, principalmente sendo público, dos custos de manutenção e do apoio necessário para a continuidade de um projeto. Encontrar pronto e reclamar é muito fácil! Encontrar pronto e apenas usufruir é muito fácil! Por isto se faz necessário muitas campanhas de conscientização para que todos entendam que PARTICIPAR é um direito e APOIAR é uma obrigação de todo naturista.

 

Em tempo: a Barra Seca acolhe entre as famílias os naturistas desacompanhados que possuem passaporte de associados às áreas naturistas brasileiras filiadas à FBrN. Para os desacompanhados, não associados, existe uma área delimitada para a prática naturista, que recebeu benfeitorias de uma choupana e de chuveiro, porém desativados por falta de apoio financeiro para manutenção.

 

Por isto, quando estiver num área naturista procure saber das dificuldades existentes e participe, inclusive financeiramente, por menor que seja.

 

Beijos calorosos.

 

Maria Luzia

Vitória -ES

(enviado em 29/01/07)


 

Tambaba - dúvidas

 

A cobrança de pedágio para automóveis na praia de Tambaba, no litoral sul da Paraíba, foi suspensa pela Gerência do Patrimônio da União alegando que a praia é de domínio da União. A Sociedade Naturista de Tambaba (Sonata) havia instituído o pedágio alegando que os valores seriam necessários para a limpeza e segurança da praia.

 

O Horto de Dois Irmãos, considerado Reserva Ecológica do RECIFE, atualmente está subordinado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco, para visitação é cobrado um ingresso; o Jardim Zoológico que fica na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, também cobra ingresso.

 

Creio que em outros locais por esse Brasil afora, mesmo pertencente à União, são cobrados taxas para visitação, então por que não manter essa taxa na praia de Tambaba, onde a arrecadação é voltada totalmente para limpeza e manutenção da praia? E por que o estado ou o município não assumem a manutenção e limpeza desse espaço, que serve como ponto turístico e lazer para os praticantes do naturismo?

 

Um abraço naturista a todos.

 

Luiz

Recife - PE

(enviado em 29/01/07)


 

Algo sobre Massarandupió ?

 

Olá, amigos naturistas.

 

Há muito tempo eu e minha família frequentamos Massarandupió, inclusive desde os tempos em que Roberto e Lourdes administravam o local. Havia um belo site informativo e uma série de coisas que divulgavam a praia. Entretanto, não consigo encontrar mais nada em relação à praia e fico muito chateado, pois adoro o lugar mas não sinto mais aquela força quanto ao desenvolvimento e divulgação.

 

Portanto, se existir algum novo site ou alguma forma de conseguir informações sobre esse paraíso me enviem, até mesmo para que eu possa divulgar aqui no meu estado de Sergipe, onde de um modo geral as pessoas ainda não sabem da existência de um local mais próximo do que Tambaba, por exemplo.

 

Um abraço, Marcos.

 

P.S.: gostaria que naturistas do estado de Sergipe entrassem em contato, para tentar fazer um grupo para o carnaval ou outras oportunidades e conhecer Massarandupió.

 

Marcos Henrique Ramos de Oliveira

Aracaju - SE

marcoshro@yahoo.com.br

(enviado em 29/01/07)


 

Luta contra o progresso anti-natural

 

Estou divulgando uma luta que pretendo travar contra este progresso que pretende destruir a natureza em todos os aspectos. Convoco a todos que estão envolvidos com o naturismo a agirem para que venhamos recuperar aquilo que já perdemos e estamos prestes a perder. Por isso minha proposta é fazer uma política de defesa da natureza em todos os sentidos inclusive defendendo o naturismo. Moro em Florianópolis e meu e-mail é
naturoambiente@yahoogrupos.com.br

 

Ronan Rodrigues

Florianópolis - SC

(enviado em 25/01/07)


Naturismo em Alagoas

 

Minha esposa e eu somos naturistas e moramos em Porto Alegre / RS. Estaremos em Maceió / AL em março de 2007 e gostaríamos de saber se há alguma praia naturista naquele estado, ou se a prática de topless é permitida nas praias de Maceió.

 

Grato.

 

Carlos Junior

Porto Alegre - RS

casal.poa4228@zipmail.com.br

(enviado em 24/01/07)

 

Quem puder ajudar ao casal, por favor escreva como anda a situação em Maceió, e envie uma cópia para o OLHO NU poder informar aos outros leitores.


 

Swing X Naturismo

 

Amigos naturistas

 

Pesquisando por "naturismo" no google achei dois sites* de swing com referências para "FBrN", banner do http://www.jornalolhonu.com/  etc...

 

Não podemos permitir este tipo de referência em hipótese alguma. Que providências podemos tomar?

 

Gilson

Recife - Pernambuco

(enviado em 20/01/07)

*O jornal OLHO NU não publicou os links dos sites citados para não fazer divulgação dos mesmos.


 

Colina do Sol (2)

 

Prezado Edgard,

 

Compreendo e aceito tuas ponderações, mas não posso deixar de pensar que cabe também, àquele que é recebido, buscar compreender quem o recebe. Em se tratando da Colina do Sol, muitos aspectos têm que ser levados em conta e não devem ser esquecidos, sob pena de se formular um juízo incorreto.

 

A Colina do Sol difere basicamente de outras áreas naturistas, porque não somos apenas um clube, tampouco somos uma praia de domínio público. Temos uma vocação mista - recebemos visitantes, sim, mas também somos uma pequena vila residencial, com cerca de 50 moradores. Nosso olhar, por isso, não vai unicamente em direção ao visitante.

 

Temos regulamentos internos que determinam o número máximo de visitantes do sexo masculino desacompanhados e o de vocês estava em muito superado. No entanto, nós os acolhemos com alegria, porque sabíamos que são naturistas. Isto, todavia, não deixou de causar estranheza a muitos dos moradores e freqüentadores mais antigos da Colina do Sol, pois há alguns anos estas regras jamais eram quebradas.

 

Assim como a maioria das áreas naturistas do Brasil, nós privilegiamos a vinda de casais e de famílias. Estamos nos abrindo à vinda de homens desacompanhados com um certo pioneirismo, em relação às demais áreas naturistas brasileiras. É preciso que isto seja levado em conta. Ao invés de se destacarem eventuais problemas, talvez se pudesse focar mais o arrojo do voto de confiança que lhes dei, ao tornar mais "elásticas" as regras de admissão de solteiros, não levando em conta o tamanho do grupo. Em nada, no que diz respeito a de vocês, arrependo-me de tê-lo feito. Suas atitudes, palavras e participação foram exemplares. Naturistas. Pode ser que eu tenha desconsiderado a necessidade de um maior diálogo com moradores e sócios mais antigos, que talvez ainda não estivessem preparados para recebê-los. Falhei com eles, que acabaram falhando com vocês. Peço-lhes que os desculpem, assim como peço desculpa a eles.

 

Somos uma grande família, um grupo que convive e luta junto, há mais de onze anos. Temos nossos desentendimentos, erramos, brigamos, mas acabamos por nos acertar, porque estamos juntos na construção deste lugar. Sim, a Colina do Sol é um espaço naturista que pretende abrir os braços como todo bom naturista aos seus visitantes, mas é, igualmente, o lugar onde moramos, onde estão investidas as nossas economias, os nossos sonhos e toda a nossa vida. Nossa história não é feita de apenas alguns dias no verão, nem de esporádicas visitas. Estas relações mais enraizadas com o lugar e com o que esperamos dele fazem-nos mais zelosos, mais apegados ao nosso espaço, talvez mais desconfortáveis em dividi-lo, e isto, mesmo que não seja o esperado, também faz parte da nossa realidade. Nossa dualidade tem que ser entendida, porque está na base das nossas atitudes.

 

Estou contigo, Edgard - falta de educação e preconceito não estão com nada. Acredito que serão vocês, jovens naturistas de alma e coração, com valores enraigados, que nos ajudarão a transpor os limites projetados por nossos temores, nosso desconhecimento, nosso olhar preso às pegadas que deixamos na estrada... Novos caminhos certamente serão traçados. E isto será bom para todos nós.

 

Convido-te a olhar para nós com mais carinho e questionar também os propósitos de vocês - inverno e verão estamos aqui, mantendo vivo este lugar, mesmo quando visitante algum vem, porque é época de frio, ou de chuva. Não seria justo que as pessoas que vêm para cá no verão, jovens ou velhos, casados ou solteiros, viessem com a intenção de colaborar com a Colina, já que temos no máximo uns quatro ou cinco meses de maior visitação? Não seria justo que estes naturistas, interessados no crescimento desta área naturista tão peculiar, colaborassem para a sua manutenção e se dispusessem a pagar taxas de portaria, alugassem cabanas, comessem no restaurante?

 

É só um toque, amigo... Mas quando vocês falam tanto e discursam e reclamam de qualquer coisa que não esteve em conformidade com os seus desejos, param em algum momento para se perguntar: qual foi a minha contribuição efetiva para a Colina do Sol? A vinda das pessoas é boa e desejável, mas ela tem um custo para nós que se estende por doze meses, indo, portanto, muito além da própria visita. Para que tu possas passar cinco ou seis dias aqui, usufruindo de tudo o que temos, nós temos que lutar e trabalhar 365 dias...

 

Como vês, Edgard, é necessária uma boa dose de compreensão e tolerância por ambas as partes, porque temos, cada um de nós, desejos e necessidades e eles geram uma dinâmica própria de forças e sentimentos.

 

Um abraço,

 

Cândida Furtado

Colina do Sol -Taquara - RS

(enviado em 9/01/07)


 

Carta à Colina do Sol

 

Escolhi passar o réveillon na Colina do Sol, local maravilhoso, mas desagradavelmente imaturo quando compartilhado por alguns anfitriões. Conheça a área, eu recomendo, só que vá preparado: naturistas incríveis dividem o paraíso com uma minoria caricata e paranóica.
 

Já fui convidado para assessorar a Federação Brasileira de Naturismo e o Sampanat, Naturistas da Grande São Paulo. Ajudei a fundar o NIP, Naturistas do Interior Paulista, com André Herdy, amigo do peito. Tenho passaporte naturista e trajetória impecável, porém no Sul virei um perigoso homem solteiro.

 

Vou digitar em letras garrafais: lá moram pessoas maravilhosas, únicas, lindas. Adoraria voltar, aprender com elas, celebrar. Outras poucas, no entanto, deveriam vestir cuecões para estudar o que realmente significa estar nu.

 

Se uma inteligência lhe ofende, compreenda. Viver é crescer, perdoar. Quando essa inteligência obscurece as elevadas nuances do naturismo, apenas não se cale. Ensine. Estou à disposição, representando NIP, Sampanat e Ynai.

 

Na Colina fui chamado preconceituosamente de homossexual, mesmo sem ser. Lá me perguntaram se eu "estava perdido" quando passeava solitário. Gentileza ou desconforto? Sim, aprovaram a conduta dos jovens desacompanhados, mas só faltou rezarmos o terço. Por acaso alguém avaliou a conduta das mulheres acompanhadas?

 

Meu nome é Edgard de Oliveira Jr, tenho 25 anos e amo filosofia. Sempre lutei e lutarei contra quaisquer discriminações ou pensamentos que cerceiem o infinito potencial humano. O naturismo, instrumento de libertação e pureza, facilitador desse êxtase existencial, ficou emaranhado em certas teias do maior clube da América Latina.

 

Recomendo à Colina um teste vocacional. Condomínio restrito ou área que recebe, de braços abertos, os portadores do passaporte? A sensação de estar pisoteando o quintal dos outros não é muito confortável, garanto. Obrigado àqueles que nos acolheram, riram conosco, ofereceram tímpanos calorosos, não gélidos olhares. Sempre imaginei que fosse congelar no RS, mas fez bastante calor. Nada, entretanto, que pudesse aquecer frias proximidades.

 

Atenção, por favor: adorei a Colina e quero agradecer, não reclamar. A vida é preciosa demais para ser desperdiçada com picuinhas. Obrigado principalmente a Tiago e Fernando, que nos abriram suas portas. Espero voltar, conversar e amar, amar muito, porque este é o verbo da natureza que lá resplandece.

 

Juntos estamos evoluindo, juntos estamos semeando um Brasil mais naturista, e parte essencial desse amadurecimento é debater questões espinhosas, pois somente assim irrigamos oásis nos desertos têxteis.

 

Agora, perfeita a Colina não é, aliás é mais imperfeita do que eu imaginava, assim como eu. Proponho objetivamente que naturistas sérios, com experiência, sejam recebidos de forma mais respeitosa. Assim vamos calar as poucas vozes preconceituosas que lá ainda ecoam.

 

Agradeço por tudo e até a próxima!

 

Edgard de Oliveira Jr

São Paulo - SP

(enviada originalmente em 7/01/07)

(reenviada em 18/01/07)


 

Praia Brava de Cabo Frio precisa de revitalização

 

Caros,

 

A Praia Brava, em Cabo Frio, é dedicada aos naturistas, mas o local, que é maravilhoso, está pouco divulgado.

 

Trata-se de um local isolado, próximo à paradisíaca Praia do Peró. Os carros devem ficar junto às barracas da Ilha do Japonês, outro local maravilho. O preço das pousadas próximas não são salgados (ao contrário de Búzios, que fica perto dali). Vejam o site www.pero.com.br, onde existem links para as pousadas.

 

É uma boa opção para os naturistas cariocas, mineiros, paulistas, da região serra do Rio, etc, que estiverem na Região dos Lagos. A Praia Brava fica na Ogiva, bairro Peró. No caminho, há uma boate (Castelinho). É um passeio imperdível. Outra, o índice de poluição na Brava é zero, segundo a Feema. É imperdível. Como a nova estrada (RJ-102), Búzios fica a 15 minutos, pelo asfalto. O passeio pelas dunas também é muito interessante.

 

Mais detalhes, estou à disposição.

 

Grato.

 

Paulo Roberto

Rio de Janeiro - RJ

pra@oi.com.br

(enviado em 17/01/06)


Casal reclama de atendimento comercial em área naturista

 

Olá pessoal.

 

Eu e minha esposa somos naturistas, e estamos levantando uma "bandeira" contra a administração do camping da Praia do Pinho, haja vista o completo despreparo dos recepcionistas do local. Eles tratam os naturistas sem nenhuma educação, com palavras desairosas e arrogantes. Eles se acham os donos da praia, ou melhor, chegaram a dizer que são os "donos" da praia e lá quem manda são eles, esquecendo-se, outrossim, que lá é Terreno de Marinha. Aliás, não bastasse ser da Marinha, os verdadeiros "donos" da praia são os naturistas que lá freqüentam, pois consomem no barzinho (que diga-se de passagem é um "assalto"), e levam o nome da Praia ao mundo inteiro.

 

É preciso dar um basta nesse tipo de arrogância e prepotência que existe em Santa Catarina, especialmente, na Praia do Pinho. Não queremos, entretanto, generalizar pois o prefalado Estado possui pessoas educadas e que sabem receber bem os turistas, fato que não se comprova na Praia do Pinho.

 

Espero que nossa carta seja publicada como um alerta, para previnir que novos naturistas (já que não somos os primeiros) sejam tratados dessa forma
pelos "administradores" da Praia do Pinho.

 

Um grande abraço a todos!!!

 

Alexandre e Márcia Nahas.

Florianópolis - SC

(enviado em 16/01/07)


Carta de uma naturista

 

Meu nome é Suelane, tenho 20 anos, moro em Recife e estou ingressando agora no grupo Jovens Naturistas.

 

Meu contato com o naturismo se deu a mais ou menos 1 mês e meio atrás. Apesar de já ter ouvido falar dele outras vezes em reportagens, só há pouco tempo me detive a pesquisar mais a fundo sobre ele. A identificação foi imediata, foi como se o espírito naturista, já presente em mim, tivesse sido despertado. Comecei a participar de alguns grupo de discusão e a ler mais e mais sobre o assunto, cada dia mais apaixonada e certa de ter encontrado o que procurava. Conversei com algumas pessoas e pude sentir as impressões de quem há muito tempo vivência essa liberdade.

 

No último fim de semana, 06 e 07/01, tive a minha primeira experiência genuinamente naturista quando conheci a praia de Tamababa. Foi simplesmente maravilhoso. Tirar a roupa lá foi como tirar os sapatos quando chego em casa à noite depois de um longo dia de trabalho. Natural. Imaginava que seria algo simples, mas nunca pensei que pudesse me sentir tão confortável, tão à vontade, estando sem roupas na frente de pessoas que nem conhecia.

 

Espero, participando do grupo, poder conhecer outros naturistas, fazer novos amigos, participar de encontros e vinvenciar cada vez mais a liberdade de estar ao natural.

 

Beijos naturais a todos!

 

Suelane Ferreira

sem indicação de cidade

reenviado por OxenteNAT e GoiasNAT

(enviado em 11/01/07)

 

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Jornal Olho nu - edição N°76 - fevereiro de 2007 - Ano VII


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