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Bom dia a todos.
Estive no encontro de Iperó
no sábado e posso dizer que foi uma experiência inesquecível com um clima
excelente, em contraste com o frio em que estávamos dias atrás. A estrada
estava ótima, só podia mesmo ser resultado de transferência de
administração para a iniciativa privada.
Me senti feliz em primeiro
lugar por conhecer o Delmo pessoalmente e bater altos papos com ele. Senti
uma sintonia de pensamento quase imediata e fiquei impressionado ao
constatar que ele tem pontos de vista muito similares aos meus.
Em segundo lugar, porque o
Delmo realizou o encontro tendo justamente esses pontos de vista como
referencial. Foi uma verdadeira quebra do que eu costumo imaginar como
"paradigmas naturistas", se me permitem a expressão. Vejam só:
- Ingresso de
desacompanhados: Não houve qualquer problema e convém notar que alguns
eram novatos.
- Aceitação de ingresso de
pessoas (casais, desacompanhados) que nunca praticaram naturismo os quais
em pouquíssimo tempo já eram naturistas comparáveis aos veteranos: 100%
integrados.
- Eliminação do conceito de
obrigatoriedade de participação prévia em encontros não naturistas para
primeiro contato e avaliação do "aspirante à naturista", que seria algo
similar a um "vestibular naturista", tornando mais demorada e burocrática
a sua admissão.
- Autorização para os que
não tinham experiência, ou os que sentissem algum desconforto em ficar
nus, para que permanecessem vestidos ( o que não chegou a ocorrer ).
Foi o acontecimento mais
democrático que já vi em minha breve vivência naturista.
Outra constatação feliz foi
a da conduta de todos os participantes. Como sempre percebi a inexistência
de sujeira (principalmente bitucas de cigarro ), bagunça, gritaria. Um
clima bem amigo e fraternal. Os funcionários também foram nota 10. Parecia
que já atendiam naturistas há muito tempo, apesar de, como me disseram,
ser a primeira vez que atendiam naturistas no sítio. A limpeza foi
excelente ( em especial me chamou a atenção os banheiros e o restaurante
incrivelmente limpos ). O Sr. José, proprietário do sítio, mostrou-se uma
pessoa bastante humana, fraterna. Só para terem uma idéia, nosso assunto
principal foi deficiência infantil. Eu contando o que acontece do meu lado
e ele contando do lado da família dele (e quase chorou). Ele me disse que
aceitar a proposta do Delmo foi a melhor coisa que podia ter feito e que
éramos um grupo de pessoas distintas e muito educadas, em relação a outros
grupos que costumam usar o sítio.
Para encerrar uma
curiosidade: Ao entrar no sítio, há um funcionário que faz a recepção e
que dá a cada visitante uma pulseira (igual ao que fazem em algumas
excursões). Ele me disse que era de praxe fazer isso, porque anotam as
despesas de cada um com base no número da pulseira. Respondi a ele que
hoje ela serve para isso, mas quem sabe daqui a algum tempo ela não
servirá também para diferenciar quem é visitante de quem é funcionário ?
Um abraço.
Sérgio S. Pereira.
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