1º encontro dos adolescentes naturistas em Iperó

 

Foto oficial do 1º Encontro de Iperó

Foi um sucesso o Evento organizado por Delmonte Vicencio no Clube em Iperó, São Paulo, o 1º encontro dos adolescentes naturistas. Foram os quatro dias do feriadão com muito sol e temperatura de 30º. Houve a participação de 7 novatos que já aderiram à filosofia logo no 1º dia, a festa foi magnífica. Delmonte realizar outra em Outubro, pois o pessoal já está cobrando. Ao lado a foto oficial do evento.

Leia a seguir o depoimento de um visitante sobre o evento.

(enviado em 16/08/06 por Delmonte)

delvic@itelefonica.com.br

Bom dia a todos.

Estive no encontro de Iperó no sábado e posso dizer que foi uma experiência inesquecível com um clima excelente, em contraste com o frio em que estávamos dias atrás. A estrada estava ótima, só podia mesmo ser resultado de transferência de administração para a iniciativa privada.

Me senti feliz em primeiro lugar por conhecer o Delmo pessoalmente e bater altos papos com ele. Senti uma sintonia de pensamento quase imediata e fiquei impressionado ao constatar que ele tem pontos de vista muito similares aos meus.

Em segundo lugar, porque o Delmo realizou o encontro tendo justamente esses pontos de vista como referencial. Foi uma verdadeira quebra do que eu costumo imaginar como "paradigmas naturistas", se me permitem a expressão. Vejam só:

- Ingresso de desacompanhados: Não houve qualquer problema e convém notar que alguns eram novatos.

- Aceitação de ingresso de pessoas (casais, desacompanhados) que nunca praticaram naturismo os quais em pouquíssimo tempo já eram naturistas comparáveis aos veteranos: 100% integrados.

- Eliminação do conceito de obrigatoriedade de participação prévia em encontros não naturistas para primeiro contato e avaliação do "aspirante à naturista", que seria algo similar a um "vestibular naturista", tornando mais demorada e burocrática a sua admissão.

- Autorização para os que não tinham experiência, ou os que sentissem algum desconforto em ficar nus, para que permanecessem vestidos ( o que não chegou a ocorrer ).

Foi o acontecimento mais democrático que já vi em minha breve vivência naturista.

Outra constatação feliz foi a da conduta de todos os participantes. Como sempre percebi a inexistência de sujeira (principalmente bitucas de cigarro ), bagunça, gritaria. Um clima bem amigo e fraternal. Os funcionários também foram nota 10. Parecia que já atendiam naturistas há muito tempo, apesar de, como me disseram, ser a primeira vez que atendiam naturistas no sítio. A limpeza foi excelente ( em especial me chamou a atenção os banheiros e o restaurante incrivelmente limpos ). O Sr. José, proprietário do sítio, mostrou-se uma pessoa bastante humana, fraterna. Só para terem uma idéia, nosso assunto principal foi deficiência infantil. Eu contando o que acontece do meu lado e ele contando do lado da família dele (e quase chorou). Ele me disse que aceitar a proposta do Delmo foi a melhor coisa que podia ter feito e que éramos um grupo de pessoas distintas e muito educadas, em relação a outros grupos que costumam usar o sítio.

Para encerrar uma curiosidade: Ao entrar no sítio, há um funcionário que faz a recepção e que dá a cada visitante uma pulseira (igual ao que fazem em algumas excursões). Ele me disse que era de praxe fazer isso, porque anotam as despesas de cada um com base no número da pulseira. Respondi a ele que hoje ela serve para isso, mas quem sabe daqui a algum tempo ela não servirá também para diferenciar quem é visitante de quem é funcionário ?

Um abraço.

Sérgio S. Pereira.

 

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Jornal Olho nu - edição N°72 - outubro de 2006 - Ano VII


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