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Republicação e atualização das notícias apresentadas na seção Últimas Notícias de 7 de julho a 4 de agosto de 2006 |
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A batalha dos Nudistas contra os swingueiros
A luta para manter o código de ética nas áreas naturistas chegou à grande imprensa com a matéria publicada nesta semana pela revista ISTOÉ que está nas bancas. De autoria de Ricardo Miranda, enfoca o duelo travado entre naturistas e swingueiros nas diversas áreas naturistas do país e afirma que este tema será debatido no próximo CongreNAT a ser realizado em novembro, no Rio de Janeiro.
Leia a matéria na íntegra no site da revista ISTOÉ a seguir
Nudistas versus suingueiros
Os adeptos do suingue
enfrentam
Por Ricardo Miranda
Praias costumam ser territórios livres de todas as tribos, mas uma indesejável invasão está agitando o mundo nudista. Abricó é uma belíssima praia entre as montanhas e o mar no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. É o orgulho dos naturistas cariocas por ser sua única reserva nos limites urbanos da cidade, reconhecida após dez anos de luta na Justiça. Códigos de conduta rigorosos e até seguranças particulares – devidamente despidos – garantem a privacidade contra olhares curiosos. A última ameaça contra o reduto, porém, vem de onde menos se esperava: de gente ainda mais desinibida. Praticantes de suingue, a troca de casais, têm demarcado seu espaço nas areias de Abricó, indo até as últimas consequências na realização de suas fantasias. Este ano, vários casais foram expulsos pelos naturistas, que chamam a polícia quando seus colegas sem-roupa excedem na intimidade.
O duelo naturistas versus suingueiros será um dos principais temas do 10º Congresso Brasileiro de Naturismo, marcado para novembro justamente no território da discórdia, a praia do Abricó. Militantes da causa denunciam que outras praias naturistas, como Pinho, em Camboriú (SC), e Olho de Boi, em Búzios (RJ), vivem o mesmo dilema. O portal Pelados, na internet, lançou a “campanha em defesa do verdadeiro naturismo” e o movimento anti-suingue. Muitos militantes defendem um endurecimento do Código de Ética Naturista para proibir em suas praias praticantes da troca de casais. Ex-juiz classista em Brasília, Elias Alves Pereira, presidente da Federação Brasileira de Naturismo, está entre os que condenam a mistura. “Eu respeito todos, mas cada macaco no seu galho”, diz. Freqüentador de Abricó, o professor Pedro Ribeiro tem recebido em seu site naturista, o Olho nu, mensagens de revolta. “Muitos casais querem praticar suingue em Abricó. E não aceitamos”, afirma Pedro.
No Rio, os suingueiros têm o seu próprio território, na praia da Reserva, na Barra da Tijuca, também na zona oeste. Mas muitos admitem que dão suas escapulidas até Abricó, reclamando da “linha dura” dos naturistas. Doutor em antropologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Rojo morou um ano no campo naturista de Colina do Sol, perto de Porto Alegre, para escrever sua tese “Vivendo no paraíso”. “A noção do naturismo no Brasil ainda é muito associada ao vale-tudo, ao desregramento sexual, por isso é mal compreendido”, observa.
Mas a “pauta” naturista vai
muito além do embate contra casais liberais. Com a proximidade do
Congresso Brasileiro de Naturismo, em Abricó, e também de um congresso
internacional que começa em setembro, na Espanha, os militantes nacionais
preparam sua lista de reivindicações. Já foram a Brasília defender a
aprovação pelo Senado do projeto de lei 1411/98, que reconhece a atividade,
e querem a ampliação do número de áreas legalmente reconhecidas. Hoje
existem nove praias oficiais e duas dezenas de clubes. Cada vez mais
globalizados, os naturistas querem popularizar por aqui o uso do
passaporte naturista, uma espécie de identidade internacional do nudista,
criar um cartão de crédito dos sem-roupa e celebrar o Dia do Naturismo no
dia 21 de fevereiro, data em que nasceu a pioneira Luz del Fuego. http://www.terra.com.br/istoe/1917/comportamento/1917_nudistas.htm
(enviado em 16/07/06 por Pedro Ribeiro) |
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