Graúna-AM: TRÊS ANOS DE LUTA

 

 por Jorge Bandeira*

A GRAÚNA-AM COMEMORA TRÊS ANOS DE LUTAS PELO NATURISMO NO AMAZONAS E NO BRASIL*

Manaus, 25 de julho de 2006

 

No dia 25 de julho de 2003 um grupo de visionários (nus e com os pés no chão!) que amavam a nudez coletiva e o contato respeitoso do homem com o meio que o cerca, tendo a natureza como guia, reuniu-se na casa número 126 da Rua 8 do conjunto Villar Câmara, no bairro do Coroado III, na cidade de Manaus. Nascia naquele momento, naquela noite estrelada, o primeiro grupo de Naturismo do Amazonas e de sua capital, Manaus.

 

É importante lembrar aos leitores que defronte a esta casa encontra-se uma mata esplendorosa, que hoje ainda é um resíduo florestal do conhecido complexo ambiental do Parque do Mindu, um dos poucos que restou na zona urbana desta Manaus, cidade hoje com quase 2 milhões de habitantes.

 

O Graúna-AM, percebe-se, já nasceu integrado nesta majestosa Floresta Amazônica. Daqueles pioneiros presentes àquela feliz reunião (de um total de 12 que assinaram o termo de fundação do grupo!), ficaram dois naturistas que continuam perseverando e acreditando no Naturismo integral, familiar, e da saudável convivência e vínculos de amizades criados a partir do ideal filosófico que surgem dentro do espaço Naturista, onde vigora a nudez e a alegria de viver, onde praticamos esportes e relaxamos do caos da urbanidade.

 

Eu, Jorge Bandeira e minha amiga e companheira Viviane, agora revigorados pelo belo fruto de nossa união, nossa filha Carolina, continuamos na utopia e no sonho de perseguir um Naturismo livre dos vícios das grandes cidades e das mentes inescrupulosas, dos aproveitadores que segundo a Vivi são como hienas em busca de “carne fresca” para seus constantes delírios, e que usam o Naturismo para suas válvulas de escape e dissimulações de uma falsa conduta ética.

 

Três anos se passaram desde aquele momento histórico para o Naturismo amazônico, continuamos em nosso ideal, o Graúna-AM cresce, de forma lenta, porém consistente, com qualidade na aquisição de seus associados, carinhosamente chamados de graunenses. Aliás, não estamos interessados num crescimento apressado, desordenado, fortuito, no intuito de só “encher o barco”, sem atentar pela qualidade da “mercadoria”, queremos naturistas que abracem o Naturismo sem prejudicar a harmonia do grupo, que respeitem as famílias e crianças que já fazem parte de nosso salutar convívio. Estamos crescendo com responsabilidade, longe do sensacionalismo e da mesquinhez tão comuns em nossa sociedade.

 

A esmagadora maioria das pessoas associa nudez ao sexo no Brasil, e lutamos para modificar este estereótipo que inviabiliza o Naturismo e sua essência filosófica. O Graúna-AM permanece vivo na luta pelo Naturismo (superando problemas, sem nunca desanimar da causa naturista!), preservando a memória do autêntico traje de nossos queridos irmãos índios, qual seja, a pele, pura e simplesmente, em nosso estado de nudez total, natural.

 

Agradecemos ao apoio de todas as associações de Naturismo em atividade no Brasil (incluindo os clubes e comunidades virtuais), aos dirigentes naturistas, ao atual Presidente da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN), Sr. Elias Alves Pereira, ao Pedro Ribeiro (ANA), ao André Herdy(YNAI-Brasil), João Carlos(Belém-Pará), ao Marcelo Pacheco (Brasil Naturista), Maria Luzia (com suas palavras de incentivo para o grupo, quando de sua fundação!) e outros amigos e amigas que sempre acreditaram em nossos propósitos. Naturismo sempre! Índios nus, índios vivos!

* Jorge Bandeira- Diretor de Divulgação/Graúna-AM

vicaflag@hotmail.com

Jornal Olho nu - edição N°70 - agosto de 2006 - Ano VII


Olho nu - Copyright© 2000 / 2006
Todos os direitos reservados.