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Republicação das mensagens apresentadas na seção Cartas Enviadas de 5 de julho a 4 de agosto de 2006 |
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Cartas para esta seção: cartas@jornalolhonu.com
Campanhas naturistas
Bom dia, amigos.
Concordo com a frase retirada de um texto enviado ao jornal Olho Nu: -
"Também penso desta forma, creio que a melhor forma é estarmos sempre na midia de forma positiva, demonstrando nossos valores éticos e morais, mostrando um pouco de nossa filosofia e principalmente esclarecendo que nudez social não é pornografia. André Herdy - Rio de Janeiro- RJ -
Devemos, sim, sempre procurar divulgar o lado positivo do Naturismo com matérias esclarecedoras que falem sobre os benefícios do Naturismo, mas nunca matérias exclusivas sobre os problemas, a exemplo da revista ISTOÉ, porque estas são altamente negativas para o Naturismo.
Na realidade nada disto estaria acontecendo se os Naturistas tivessem mais Atitude e Participação ajudando a administrar as áreas públicas naturistas, porque nas áreas privadas os proprietários podem fiscalizar o código de ética. Ajudar implica em envolver-se no dia a dia das áreas naturistas ajudando a cuidar do meio-ambiente, solidarizando-se com os que chegam, participando dos encontros. Participar também envolve associar-se a áreas naturistas e contribuir financeiramente para manter a estrutura necessária para o conforto e tranquilidade dos frequentadores. Existem áreas que nem associados têm, cujos presidentes as mantém sozinhos.
Se pensamos ser cerca de 250.000 os frequentadores no Brasil então temos caixa o suficiente até para pagarmos uma mídia e não dependermos em nada das administrações públicas. Correto? Errado! Procurem saber quanto a FBrN e as áreas naturistas arrecadam por ano. Vocês vão se assustar e descobrir que o dinheiro sai do bolso de poucos para muitos usufruirem.
Proponho que ao invés de campanhas combatendo pedofilias e swingueiros, batalhássemos por muitas campanhas para fazer os naturistas participarem mais dentro das áreas e, principalmente, se associarem contribuindo financeiramente. Infelizmente a maioria apenas frequenta, não se associa, não contribui financeiramente e sequer recolhe seu próprio lixo.
Enfim, temos centenas de milhares de pessoas frequentando às custas de uns poucos, a bem da verdade.
Em meu Estado, o Espírito Santo, existem diversas áreas públicas, não naturistas, com entrada proibida e, em algumas, para termos acesso temos que pagar para entrar, a pé ou de carro. Não é lícito, mas funciona. E os posseiros dessas áreas as mantém limpas e organizadas. Poderemos fazer o mesmo nas praias e cobrar entrada "voluntária" daqueles que não sejam sócios de carteirinha. Tem que se cobrar de todos para que se valorize o trabalho de poucos.
Um dia tivemos o desprazer de ouvir de um frequentador (não posso dizer ser ele um naturista) que "ele estava retornando à Barra Seca, após 3 anos, e que nada havia mudado para melhor", porque as coisas estavam do mesmo jeito". Ele que não era sócio de nenhuma área e nem pagou para usar as instalações da praia: água, energia, chuveiros de água doce, pias, sanitários, quiosques, churrasqueiras, bancos, placas informativas, etc. E nem o seu próprio lixo ele carregou! E assim se comporta a maioria que frequenta áreas naturistas.
Há alguns dias atrás recebi do Franco, italiano, e da Miriam, brasileira, que moram na Itália, a informação de como as coisas funcionam nas áreas naturistas na Europa (leiam abaixo). Se quisermos, realmente, vermos as coisas mudadas por aqui temos que reformular nossas atitudes e irmos nos aproximando do Naturismo mundial. Chega de brincarmos de Naturistas!
“O passaporte aqui não fica muito fácil por
se conseguir, não é que se dá para todos, por conseguir ele você tem que ser
apresentado por dois associados de mais de 5 anos que oferecem garantia por
você, e também cada ano se paga una quota inteira por associado principal e
reduzida por cada familia, as mulheres e os filhos pagam também, se coloca o
selinho e o passaporte fica válido. Um passaporte sem selinho não tem
validade que poderia significar que a pessoa não se portou bem então foi
suspenso.
O Congrenat se aproxima e será uma ótima chance de ajustar muitos problemas.
Beijos para todos
Maria Luzia de Almeida Vitória - ES (enviado em 30/07/06) RÓTULOS
Sou leitor assíduo desse jornal e acompanho os debates sobre comportamento de pessoas praticantes do naturismo, estilo ao qual eu, minha esposa e filhos menores também aderimos.
Gostaria de colocar minha opinião e salientar a respeito de um mau hábito cultural do povo brasileiro, em rotular pessoas e grupos em suas atitudes e comportamentos... Costume esse que vem de longa data e infelizmente na maioria pejorativos ou de mau gosto! Alguns exemplos: médicos são classistas, políticos são corruptos, funcionários públicos são marajás, negros são malandros, alemães são sisudos, policiais são violentos, naturistas são sem-vergonha, gays são depravados, swingers são indecentes, solteiros são "espiões" e mais algumas centenas de rótulos por aí afora...
Vejamos: Esse costume impede de considerarmos o
ser humano como um indivíduo único e diferente por si só, colocando-o no
mesmo balaio de acordo com o rótulo atribuído, e normalmente nivelando por
baixo. Como somos uma espécie que vivemos em sociedade, naturalmente nos
agregamos a grupos que mais nos
Se o grupo for de uma minoria, geralmente é discriminado pela maioria da sociedade, sendo assim temos uma vontade imensa em esclarecer e mostrar a todos que os motivos dessa discriminação é errônea, totalitária, injustificada, até inconstitucional. Essa batalha muitas vezes recorrida à justiça que pode em determinado caso ser decisiva, mas só neste determinado caso. Pois cultura não se ganha em processo judicial, cultura é atitude, é comportamento.
Naturismo é o exercício da vida livre de roupas junto à outros que gostam da nudez, respeitando ao próximo e a natureza. É até chato repetir esse conceito pois todo naturista sabe disso. Mas todo naturista cumpre isso? Respeitar o outro, respeitar a natureza!!! Cumpre e fazer cumprir o código de ética? Bom, esse processo só se consolida quando estamos engajados nele com firmeza e determinação, pois só depende de nós mesmos.
Quando tivermos dissabores, devemos esclarecer e orientar esse agente, puxar pelo braço... já que pela camisa não se pode... e mostrar o objetivo do nosso grupo, em casos mais pertinentes chamar responsáveis pela área onde estamos e infelizmente expulsar se for preciso. Nesse caso, somente por quem for competente para isso. E se ocorrer algo desagradável, por favor, não vamos generalizar e atribuir o fato a um grupo rotulado, seja qual for, mas entender como praticado por um ou outro indivíduo e não pelo grupo que o mesmo esteja eventualmente inserido. Evidente, não permitir que no ambiente naturista se instale uma "casa da mãe Joana"...
Mas rótulos são roupas!!! Rótulos são roupas!!!
Vamos tirar os rótulos de nossas vidas assim como tiramos as roupas, vamos eliminar esses preconceitos e viver o naturismo naquilo que ele nos oferece. Recebendo a todos aqueles que se enquadram e tem interesse. Comportamento sim, rótulos não.
Abraços a todos
Claudio W. Lichtenfels Florianópolis - SC (enviado em 25/07/06)
Caso do Grupo OXENTENAT
Referente a carta do SR. Cezar Fleury, membro do grupo Oxentenat, enviada ao jornal OLHO NU.
Esclarecendo o caso da denúncia contra o moderador do oxentenat:
O "erro" cometido pelo moderador, alvo da denúncia, foi se recusar a submeter o grupo Oxentenat ao comando e "apadrinhamento" de terceiros para que o grupo fosse aceito e credenciado pela FBrN.
O moderador denunciado e a moderação do grupo solicitaram esclarecimentos sobre a denúncia e questionaram o posicionamento da FBrN em negar informações bem como a presença de um co-autor da denúncia no julgamento da mesma.
Foram enviadas diversas circulares do grupo à FBrN solicitando esclarecimentos (cópias destes documentos podem ser encontradas nos arquivos da página do grupo http://br.groups.yahoo.com/group/oxentenat/files/ .
A FBrN simplesmente ignorou os pedidos de esclarecimentos feitos pelo acusado e pelo grupo ou se limitou a dar respostas evasivas.
A defesa do denunciado foi entregue e exigia as provas sobre as acusações feitas contra ele e baseadas em suposições dos denunciantes.
Neste país, qualquer pessoa é inocente até que se prove sua culpa e nada foi provado nem comprovado pelos denunciantes nem pela comissão de ética ou conselho maior da FBrN.
Mesmo assim o denunciado foi condenado e teve seu passaporte naturista cancelado.
O denunciado recorreu e solicitou novamente
esclarecimentos a FBrN e nenhuma resposta lhe foi dada.
Mesmo antes de entregarem a denúncia à FBrN o denunciado já tinha sido julgado e condenado, foi só uma questão de tempo até isto ser divulgado.
Esclarecendo sobre o descredenciamento do Oxentenat.
O Oxentenat é um grupo naturista que existe desde 2003. No final de 2005 filiou-se a FBrN. Recebeu a carta de boas vindas da FBrN como grupo filiado, os passaportes naturistas e selos de 2005. Devido a denúncia contra o moderador, a FBrN comunicou que havia "suspendido o pedido de filiação".
Esta "suspensão" foi uma arbitrariedade pois o grupo já estava filiado, e não em processo de filiação como divulgado pela FBrN.
Nunca houve nenhuma denúncia ou erro cometido pelo grupo que levasse ao descredenciamento. A nota oficial da FBrN manteve o descredenciamento do grupo oxentenat e exigiu uma reestruturação do grupo antes de solicitar novo credenciamento.
A moderação do grupo solicitou à FBrN esclarecimentos sobre esta "reestruturação" que é muito vaga e subjetiva da forma como foi divulgada.
Novamente a FBrN não prestou quaisquer esclarecimentos.
Desta forma, o grupo oxentenat não pretende solicitar novo credenciamento à FBrN pois tanto o moderador quanto o grupo foram vítimas de perseguição por membros da FBrN. Os argumentos e provas apresentados foram ignorados resultando apenas no que já era previsto e determinado por estas pessoas como solução para ambos os casos.
O moderador afastado a pedido da FBrN retomou sua posição no grupo e conta com o apoio e confiança dos demais moderadores na sua inocência.
O grupo oxentenat não pretende solicitar novo credenciamento no momento pois acredita que os esforços feitos com este objetivo nunca serão suficientes para a atual gestão da FBrN.
O grupo oxentenat continuará divulgando o naturismo e integrando os naturistas no nordeste brasileiro, como sempre fez, com ou sem a filiação da FBrN.
Gilson Luis Poeskhi Recife- PE
(enviado em 21/07/06)
reportagem da revista ISTOÉ
Amigos do Jornal Olho Nu,
Seguindo um debate que está ocorrendo em divérsos grupos virtuais sobre esta reportagem, gostaria de destacar dois trechos de um email:
"Mas tenho a impressão de que a situação a que o outro amigo se referia era quanto à mentalidade de nosso povo. Esta infelizmente está longe de mudar."
"Por isso é importante que nosso movimento esteja sempre na mídia, de forma positiva, para as pessoas entenderem do que se trata. É o único caminho que consigo vizualizar: atravez da informação, até que o tema deixe de ser mistério."
Também penso desta forma, creio que a melhor forma é estarmos sempre na midia de forma positiva, demonstrando nossos valores éticos e morais, mostrando um pouco de nossa filosofia e principalmente exclarecendo que nudez social não é pornografia.
Por isto mesmo gostei muito da matéria na revista ISTOÉ. Esta matéria deixa bem claro as nossas posições sobre o sexo livre, deixa claro a distinção dentre o naturismo e o swing, fica bem fácil de se ver que caso alguma proposta deste tipo surja não é o que deveria acontecer e também divulgou sobre a existência de uma organização nacional (FBrN) e internacional (INF) no Naturismo.
Concordo que a reportagem poderia ser maior e melhor, mas de qualquer forma, passou reduzidamente nossa mensagem.
Espero que muitas outras matérias como esta, ou melhores, venham povoar as revistas, jornais, televisões e rádios do Brasil pois como foi dito, só com informação poderemos vencer este mistério que gera a curiosidade sobre o tema.
Abraços
André Herdy Rio de Janeiro- RJ (enviado em 20/07/06)
Swing na Mídia
Constantemente acesso o jornal Olho Nu e algumas cartas escrevo ajudando a esclarecer algumas dúvidas e posicionando-me contra ou a favor de uma determinada questão.
A mais recente foi sobre o encontro exclusivo de mulheres em Goiás e, creiam-me, tenho trocados e-mails com o Sr. Franco e ele já se desculpou e entendeu que as coisas por aqui ainda são diferentes da Europa e temos que ir ajeitando até chegarmos ao ponto desejado. Tudo se consegue com um boa conversa civilizada, com carinho e respeito.
Ontem, li que a revista ISTO É trouxe a público a questão dos praticantes de swing que ficam invadindo espaços naturistas, e achei muito fora de propósito a matéria, não encontrando um sentido específico para ela. Para que precisamos relatar aos quatro cantos os problemas das áreas naturistas? Para que sejamos julgados publicamente? Ou massacrados? Vamos acreditar que sendo combatidos eles vão deixar de frequentar áreas naturistas? Vamos colocar crachás neles?
Há algum tempo, desde que surgiram os grupos na Internet e os jornais virtuais, que os assuntos são expostos abertamente e todos os problemas são disseminados para todos pelo Brasil. Qualquer cidadão que tenha acesso à Internet pode participar e se inteirar dos acontecimentos naturistas no Brasil e no mundo. E, infelizmente, a mídia também.
Sempre acreditei que roupa suja se lava em casa e que correríamos o risco de sermos mal interpretados pela sociedade brasileira caso essas questões viessem a público. Quando um casal em Santa Catarina expôs para todo o Brasil o que estava acontecendo na Praia do Pinho fui radicalmente contra aquela forma de tentarem resolver o problema por acreditar que cada área deva resolver seus problemas internos. E que devemos deixar que a FBrN tome as atitudes apropriadas quando necessário, a exemplo do acontecido com o Ramanat.
Posteriormente, voltei atrás no meu posicionamento sobre a denúncia no Pinho, que acabou resultando em boas ações naquela praia, porque entendi a justificativa do casal que disse ter esgotado todas as tentativas de resolver o problema que tanto afligia os frequentadores da praia. Ficou provado que somente dependia da boa vontade dos proprietários da área solucionar o problema.
Porém, desde que o Naturismo ressurgiu no Brasil, e junto com ele os oportunistas de plantão, que o assunto está sendo tratado discretamente, sem alardes, para que não nivelassem por baixo todos os naturistas, porque a divulgação destes atos sempre acaba resvalando naqueles que praticam um Naturismo saudável. Não somos a favor dos swingers nas áreas naturistas, mas cada área deve cuidar de si e administrar os seus problemas.
Sabemos que as igrejas, os partidos políticos, os empresários e outros segmentos estão cheios de problemas e nem por isto eles saem divulgando aos quatro cantos. Acho muito perigoso essa verdadeira caça que estão promovendo contra esse público que gosta de sexo coletivo porque também estamos expondo os que não praticam o swing. Sabemos também que os praticantes de swing vão continuar frequentando e que será impossível excluí-los das áreas públicas brasileiras. E a bem da verdade, das particulares também.
Como faremos com os anúncios dos casais, nas revistas de sexo, que divulgam serem naturistas, vamos exigir que os editores censurem os anúncios?
Então, tudo que conseguiremos com toda essa
perseguição/divulgação é nos expormos mais ainda, além de termos agora
pessoas fora do meio naturista questionando sobre esse comportamento e sobre
nossas participações. E vamos a cada dia atraindo a mídia sensacionalista
que adora publicar nossos problemas. Quando o SBT fez umas reportagens
maldosas em áreas naturistas pudemos sentir na pele como uma exposição
pública nos atinge porque acabam achando que todos somos participantes
dessas orgias, sem distinção. E como provar que não somos? Partindo para uma
briga na justiça? Contra quem? Concluindo, pouco ganhamos com isto, apenas arranjamos mais um problema porque depois que o estrago é feito torna-se mais difícil consertar. Para construir leva-se anos de batalha, mas destruir bastam alguns segundos. E todos nós sabemos o quanto foi difícil chegar até aqui. Nós, os Natussauros sabemos o quanto batalhamos por um pequeno espaço e por respeito.
Se me permitem opinar, acho que está na hora da FBrN intervir e orientar a essa turma que está promovendo essa confusão, incluindo a polícia naturista, para que acabe de vez com essa perseguição que não vai, efetivamente, ter ganhos. Queremos crer que estas ações estejam sendo implantadas com a melhor das intenções por acreditarem que conseguirão selecionar as pessoas em áreas públicas. Mas é pura utopia!
Devemos, sim, sempre exigir que se cumpra o
código de ética naturista e combater os excessos e o comportamento ostensivo
de qualquer natureza, agindo com maturidade, sabedoria, paciência e respeito
como condiz a todo naturista. E com humildade para reconhecer os erros e
corrigí-los. Beijos para todos dos capixabas
Maria Luzia e Gilson Vitória - ES (enviado em 19/07/06)
Swing e Naturismo
Somos um casal naturista e não somos um casal swing, mas não temos nenhum preconceito a questões referentes a opção sexual. Entre 4 paredes realmente cada uma faz o que bem entende e não interessa a ninguém o que se faz.
Lemos o que foi escrito por Ruby e Greg, Lucas e Bia, e, pela escrita se pode notar que se trata de pessoas de boa cultura, então penso que irão entender bem o que vou expor a respeito deste assunto.
O problema não é apenas ser abordado por um casal de swing quando não se é um casal swing, realmente se fala não e pronto, pode até incomodar algumas pessoas que não gostam deste tipo de abordagem, e se for um casal novo no naturismo se corre o risco até de espantá-los, mas penso que o maior problema está ainda na divulgação errada que muitas vezes acontece de lugares naturistas como sendo ponto de encontro de casais, principalmente em revistas pornográfica, ou em outros meios de divulgação sexual.
A primeira vez que fui à Praia do Pinho, por exemplo, quando comentei com um amigo, a primeira pergunta que me fez foi se eu tinha feito troca de casais, daí argumentei que não, que lá não era para este tipo de encontro e sim um lugar de naturistas e ele rebateu dizendo que eu estava enganada porque já havia visto vários anúncios de casais que diziam "nos encontramos na Praia do Pinho".
Querer vincular um lugar naturista a um lugar de encontros não me parece uma coisa justa, uma vez que os lugares naturistas são feitos para encontros familiares também, não importa se vão os casais swings ou se estão os gays, ou se estão quem quer que seja, desde que cada um saiba respeitar.
Agora, quando se coloca este tipo de anúncio, principalmente se utilizando da mídia pornográfica se atraem também para aos locais pessoas que estão apenas atrás de sexo. Isso não falo me referindo apenas aos casais swings mas a qualquer pessoa que se utilize deste tipo de mídia por encontros sexuais.
Eu penso que o naturismo tem que crescer muito ainda e a nossa maior luta esta em justamente tirar das nossas costas esta impressão de que estamos somente atrás de sexo. Penso sim que não estou falando de pessoas como vocês, civilizadas, mas penso que vocês tem o conhecimento de que estes tipos de anúncios existem e de que eles atrapalham a vida dos naturistas. Isso sem falar de clubes que se utilizam da chamada NATURISTA para atrair casais swings, desculpem-me mais clube de swings é clube de swings e clube naturista é outra coisa bem diferente.
É claro que se um casal de swing for também naturista ele deve saber e ter aceito as regras da FBrN e, deve estar de acordo com elas então ele seria um casal naturista quando estivesse dentro de áreas naturista e um casal swing quando estivesse num ambiente swing, querer misturar as duas coisas para mim é impossível. Uma que no naturismo não há somente adultos, há crianças e jovens também e se tem que preservar a integridades e direito deles, que, ao meu ver, são muito mais importante do que a dos adultos.
Concluindo, cada um tem o direito de ter a sua opção sexual mas que o faça respeitando também os limites do outros. Estamos numa luta intensa para conseguirmos fazer com que o naturismo cresça e claro que todas as pessoas que se preocupam com o movimento naturista e respeitem as suas normas serão bem vindas.
Não se trata de preconceito, mas sim de tentar preservar e integridade do Naturismo Brasileiro.
Miriam Zorzella Dois Córregos - SP (enviado em 16/07/06) O naturismo e o swing
Somos um casal naturista de São Paulo e temos acompanhado os constantes debates sobre naturismo e o swing. Alguns naturistas entendem ser incompatível as duas práticas, enquanto outros defendem a coexistência. Nos situamos neste último grupo.
Na verdade são atitudes ou filosofias de vida independentes. Podemos ser naturistas e também swingers. Assim como o naturista defende seu direito de andar nu e não ser condenado por isso; o swinger defende seu direito de se relacionar sexualmente com quem queira, por que sexo e vestimenta é uma decisão pessoal.
Não estamos aqui defendendo a prática de atos sexuais em lugares públicos ou jogos e gestuais obscenos. Isso é uma questão de educação e não de ser swinger ou naturista.
O movimento swing, assim como o naturismo, implica várias regras de conduta.
A regra fundamental no swing é a seguinte: não quer dizer não. Portanto, nos causa surpresa a reclamação de naturistas se dizerem assediados por casais swingers, um não bastaria para afastá-los. Se entendemos admissível que um naturista convide a um não naturista para tirar a roupa ou ir a algum lugar naturista, por que condenar um swinger que indaga sobre a orientação sexual de um naturista? Dois pesos duas medidas?
Na verdade, nós entendemos que os movimentos naturista e swinger tem muito em comum. Ambos defendem a liberdade de agir de acordo com regras que os participantes concordem (sejam eles 2 ou 4 ou 6 ou todos). Os dois movimentos discutem o status-quo comportamental vigente e são condenados pelo senso comum. Achamos que os dois movimentos, em que pese suas diferenças e particularidades de objetivos, deveriam buscar pontos de união em vez de discórdia. A disputa não é entre naturistas e swingers, mas entre nós e os preconceituosos.
A todos os naturistas que se sentem
importunados por casais swingers
Ruby e Greg São Paulo - SP (enviado em 15/07/060 Swing e naturismo
Olá a todos os amigos do Olho Nu, antes de mais nada,parabéns pelo belíssimo trabalho de vocês, um espetáculo de profissionalismo.
Olá pessoal, é muito triste saber que ainda existam pessoas que se preocupam com o estilo de vida dos outros .
Essa história que os swingers atrapalham os Naturistas é algo que me surpreende bastante , pois curtimos o Swing e também o Naturismo e não atrapalhamos, não invadimos a privacidade de ninguém. Essa história que swingers ficam assediando pessoas ou casais em locais naturistas desconheço profundamente, pois casais como eu e a Bia sabemos exatamente o local de cada coisa, sabemos diferenciar momentos naturistas e momentos de swing. Essa mania que nós humanos temos de condenar e julgar pessoas é algo bastante feio, pois devemos aprender a respeitar cada um, cada modo de vida, respeitar nosso semelhante em todos os sentidos.
Não praticamos swing como prioridade, temos nossa vida juntos casados há 22 anos e nunca fomos inoportunos com ninguém, muito menos num mundo naturista onde todos estão ali por opção, não por obrigação.
Achamos que todos aqueles que estão grilados realmente com o swingers, deveriam reavaliar suas opniões, pois em 6 anos de swing nunca vi nenhuma falta de respeito, nenhum avanço de privacidade, pelo contrário, rola o respeito da mais alta confiança.
Se acham que swingers são pederastas, estão enganados e muito enganados.
O naturismo é maravilhoso, é um momento de alto relaxamento, é o ápice da interação do homem com a Natureza.
Por isso amigos, não julguem a todos por apenas um exemplo ruim.
beijos , saúde , solidariedade, igualdade, luz e muiiiiiiiiiiiito AMOR a todos os Naturistas
Lucas e Bia Sem indicação de cidade (enviado em 13/07/06)
Montando uma biblioteca naturista
TENHO VONTADE DE ABRIR UMA BIBLIOTECA NATURISTA AQUI EM FRANCA/SP, MAS NÃO
TENHO MUITAS COISAS. FALTAM REVISTAS, CDs, VÍDEOs, JORNAIS ETC,. GOSTARIA DE
SABER SE VOCES DESEJAM COLABORAR MANDANDO ALGUMA DESSAS COISAS PARA MIM.
DEIXAR MENSAGEM NO MEU E-MAIL.
ADMIR COSTA (enviado em 10/07/06)
Repúdio à FBrN e
ao jornal OLHO NU Prezado editor, a FBrN, na pessoa de seu presidente, toma uma atitude desleal, ilegal no que tange ao descredenciamento do grupo OXENTENAT e o jornal faz um deserviço ao naturismo publicando somente a versão da FBrN.
Causa estranheza de minha parte, um jornal somente publicar um edital da FBrN e não procurar o grupo lesado na atitude desleal e irresponsável do presidente da FBrN.
No bom jornalismo, principalmente a verdade deve ser a tônica do bom jornal. Como associado do grupo OXENTENAT quero deixar meu repúdio a FBrN e sua diretoria pelo exposto do grupo OXENTENAT e ao jornal por sua leviandade em publicar somente uma parte da informação.
Espero que na próxima edição, publique inclusive minha denúncia contra um dos membros do Conselho pela ilegalidade, imoralidade e leviandade com que trabalha na FBrN.
Sendo só, aguardo publicação desta, desde já autorizado, sendo responsável por tais afirmações na justiça e fora dela.
Cesar Fleury Moraes sem indicação de cidade (enviado em 9/07/06) |
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