A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CIDADE DE NUDELOT

De Florência Brenner e Sir Alfred

Escrito no ano de MMII

Esta é uma pequena parte da teoria acerca do mito da cidade de Nudelot, tudo inspirado nas canções dos velhos menestréis e nos contos dos mendigos. Muito do que será lido aqui foi coletado de notas e documentos descobertos por Sir Archibald, que pesquisou de antigas ruínas, trabalho feito no começo do último século. A partir destas notas é que fizemos a reconstrução da vida, da História e da cultura dos cidadãos de Nudelot.

Sir Archibald escavava o porão de uma antiga igreja em Londres, Inglaterra, quando se deparou com a ruína de um mosteiro medieval. Ele descobriu uma cripta lacrada, onde um velho inglês demonstrava em seus últimos escritos que poderia se achar o lugar exato onde estavam os monges da cidade perdida de Nudelot, e que daqueles escritos e notas encontrados ali dentro seria possível reconstruir a verdadeira História desta cidade, ocultada durante muito tempo. Em seu livro “A História Verdadeira da Cidade de Nudelot”, de 1938, publicado pelas “Edições Deletadas”, ele nos abriu um caminho para dentro de Nudelot e de sua cultura.

Os estudos do brasão e dos documentos de Nudelot que foram encontrados dentro da velha cripta inglesa fizeram com que os pesquisadores deduzissem que o primeiro vilarejo de Nudelot foi fundado por descendentes diretos de Adão, Eva e da Serpente, começando assim a sua História a ser registrada, embora não se possa determinar com exatidão esta data inicial.

Seus habitantes eram absolutamente pacifistas, viviam nus, não possuíam inimigos, exércitos, e pregavam contra a doutrina da existência do pecado original. O lema que usavam era “Paz e Amor”. Eles amavam a natureza, as pessoas, e seus estranhos animais viviam na floresta e nos lagos (dragões, centauros, hidras, sereias e muitos outros estranhos seres).

Por muitas gerações o povo de Nudelot viveu sua vida na paz e no amor. Porém, com o passar do tempo isso se modificou. Na Idade Média eles foram forçados a criar uma defesa contra seus novos inimigos: “Os Homens Vestidos”. Estes recém-chegados usavam pesadas armaduras de ferro e queriam que os habitantes de Nudelot usassem roupas.

Eles queriam obrigar os nudelotenses a acreditarem na doutrina do pecado original, declarando que adão e Eva eram pecadores.

Por sua vez, os nudelotenses eram amigáveis, gentis e pessoas livres, e sempre perguntavam aos seus visitantes quando eles iriam tirar suas roupas para entrar na cidade.

Eles demonstravam suas idéias nudistas de uma maneira muito ética, cordada e inocente, respeitando as opiniões contrárias às suas.

Nudelot possuía algumas celebridades. Dos mais famosos filósofos e escritores de Nudelot podemos citar: Sir Hector Nudo “O Dialético”, Sir George “O Pensador”, e Sir Borges “O Escritor”, que viviam na biblioteca de Nudelot.

No reino de Nudelot havia um poderoso mágico chamado Merlin, que era o conselheiro real.

Ele era famoso por suas mágicas e truques, que freqüentemente assustavam pessoas e animais.

Floreyna era a Rainha que possuía uma pele alva como um fantasma, e tinha uma alma tão pura como um lençol branco. O Rei, seu marido, conhecido em Nudelot como Sir Alfred “O Caçador” a protegia de todos os perigos e também de furiosos dragões selvagens.

Em conseqüência da revelação da Filosofia de vida de Nudelot, o sacerdote, os monges, freiras e demais habitantes da cidade vizinha de Camelot, se habituaram a ficar nus e nus nadavam nos rios que cortavam Camelot, onde todos juntos celebravam a paz e o amor, desfrutando da vida, do Sol e da natureza sem problema nenhum.

Por fim, ao longo da História de Nudelot formou-se uma Igreja Nudista Dissidente, com seu líder, o Papa Nudo I (e único). Os monges e freiras nudistas desta Igreja fizeram o primeiro sacramento orando todos nus na floresta.

Eles possuíam um santo padroeiro, São Germano, muito conhecido como artista, que era músico e pintor. Outro benfeitor da cidade era Ursus, “O Peregrino”, que divulgava a cultura de Nudelot através de suas viagens pelo mundo.

Outros notáveis cidadãos de Nudelot eram estes: Sir Lancelot “O Cavaleiro”, Sir Edward “O Médico”, Merengo “O Bobo”, Carmela “A Princesa”, e outros que não vamos citar agora.

Tristemente, estava muito perto para que Nudelot conhecesse sua ruína. Por volta do ano de 1300dC o Papa Clemente II, obedecendo a ordens superiores do Rei Felipe da França, declarou que os nudelotenses eram todos hereges e os condenou pela Santa Inquisições a queimarem na fogueira dos pecadores, sendo que o primeiro a ser queimado vivo foi o Papa Nudo I, seguido por seu clero, incluindo todos os monges e freiras nudistas.

Durante este triste e bárbaro episódio alguns nudelotenses conseguiram fugir da perseguição da Igreja e do Estado e chegaram, não se sabe como, até a América, onde passaram a viver com os indígenas, e continuam a ser perseguidos até hoje na velha Europa e na América.

Alguns personagens históricos e notáveis de Nudelot

Duque Frondoso, o jardineiro Aleta de Tandil Sir Oscar, Mestre Pasteleiro Sir George, o Pensador
Hector Nudo, o filósofo de Nudelot Sir lancelot encontra-se com o mago Floreyna e seu unicórnio Sir Alfred vence um dragão selvagem
Papa Nudo I São Germano Sir Inácio, o Cientista Ursus, o Peregrino

Tradução livre de Jorge Bandeira do Amaral*.

Manaus, 27 de agosto de 2005.

*jotabandeira@yahoo.com.br

Florencia Brenner nasceu em Buenos Aires, é naturista, escritora, escultora e artista plástica, casada, apesar de seu marido e filhos não serem adeptos do nudismo, eles vivem em harmonia:

"Em 1995, nós (eu e meu marido Alfred) fomos passar nossas férias em Saint Martin, uma ilha francesa no Caribe. Quando nós vimos pessoas nuas, na praia do Orient, conversando, nadando e caminhando naturalmente, nós começamos a entender o corpo como uma coisa natural e tiramos nossas roupas. Nos sentimos livres e felizes e retornamos ao local nos três anos seguintes.

Comecei a procurar informações sobre naturismo e nudismo e encontrei o site da FNI (Federação Naturista Internacional), onde eu li sobre a teoria do nudismo e os locais para a prática ao redor do mundo. Me inscrevi em diversos grupos virtuais de naturismo e fazia traduções de notas e notícias para eles. Fiz uma revista virtual "Bola internacional" que envio para eles."

Texto e figuras originais retiradas do endereço http://edenwater.naturalchristian.com/v3i3/V3I3.htm

Jornal Olho nu - edição N°60 - setembro de 2005 - Ano VI


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